Nestes dias parti com Lynus para Eylin, também denominada a Ilha Pérola. Vínhamos aprender o Ritual do Lanka, a denominada de Viagem ao Horizonte Consciente.
Para perceberem do que falo, o Lanka é um ritual meditativo em que somos capazes de viajar até ao Horizonte Consciente, o mundo da energia vital, onde se entrecruzam os cosmos de cada ser humano livre, o mundo dos velhos deuses e os espíritos da natureza. Tratasse do universo simbólico em que se interligam todos os cosmos vivos. Para que percebam o que é o cosmos, para quem nunca me ouviu falar dele, segundo o Livro dos Elementos, o cosmos significa o universo simbólico e metafísico que liga a natureza, os animais, as pessoas, as existências, os astros, resumidamente, o "Todo". E encontramos essa conexão, segundo o Livro dos Elementos, através da nossa relação com os 4 elementos essenciais: terra, água, ar e fogo.
Mas voltando ao Lanka, o ritual traduz-se em beber um preparado feito de folhas da Flor de Eylin, flor que dá o nome à ilha. O preparado tem o mesmo nome do Ritual, Lanka.
O nosso propósito, no nosso imaginário, passava por poder falar com os espíritos da natureza ou os velhos deuses. Na Ordem dos Cavaleiros do Poder aprendemos que só através do Ritual do Lanka é possível fazer. Existem outros rituais e exercícios que permitiam viajar a memórias passadas e estabelecer contacto com a Transcendência, mas só o Lanka permitia o contacto com espíritos da natureza e os velhos deuses.
Mas antes de tudo importa perceber as três leis que determinam o Lanka. São perguntas de partida que deves fazer a ti mesmo antes de beberes o Lanka e te aventurares no teu universo cósmico à procura das respostas que o teu tempo ainda não te conseguiu dar.
Elas são: Quem sou eu quando ninguém está a reparar nos meus passos? Que memória gostaria de partilhar com um desconhecido? Para onde quero regressar quando percebo que já não vou partir?
Este questionamento assume a forma de um labirinto filosófico. As três perguntas fundem-se numa só. Devemos responder com uma resposta só às três em simultâneo. Se não formos capazes de responder a esta demanda ou a nossa resposta for considerada dúbia não podemos evocar o Lanka. Mas no próximo capítulo conto-vos como funciona.
Para hoje deixo-te a ti o desafio em forma de labirinto filosófico. Numa só resposta responde a estas três questões: Quem sou eu quando ninguém está a reparar nos meus passos? Que memória gostaria de partilhar com um desconhecido? Para onde quero regressar quando percebo que já não vou partir?
